terça-feira, 27 de setembro de 2011

Poema enjoadinho

.
Baixa imunidade
O brasileiro depois de...
Abaixo da linha
da pobreza
Baixa imunidade
Baixa renda
Baixa estima
Baixa autoridade
Baixa estatura
Salário baixo..
Baixa imunidade
Depois de delírios febris só consigo pensar nisto... Baixa imunidade

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A carioca....


Toda energia encantadora que rege o plano
a que nos encontramos se resulta na tua beleza...

No recanto do meu quintal todos os dias,
o sabor adocicado do maracujá fez lembrar teus lábios...

Que a cachaça que tomei todos estes dias que esteve fora
me fez lembrar quando eu me embriagava no teu corpo.

O sopro dos ventos nas manhas geladas socavam minha cara
e traziam lembranças de você...

O estalar de teus ossos, eu ouvia daqui
numa corrente de paixão sem compromisso...

O som do samba invadia a minha mente
Eu me recordava do rio de janeiro que nunca conheci...


Poema escrito por João Carlos Dia 22/09/2011 para um moça encantadora...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EPISTEMOLOGIA DA DOR

Ama-dor
É a pessoa que ama a dor...

Conta-dor
É quem conta a dor...

Historia-dor
É quem faz da dor uma história...

Decora-dor
É quem faz com que a dor seja mais bonita..
.
Manifesta-dor
É quem faz da dor um manifesto ou uma festa...

Eleva-dor
Qualidade da pessoa que sempre elava a dor...

Dança-dor
Ato ou pessoa: que dança junto com a dor para desfazer a dor!

Computa-dor
Instrumento que computa a dor e calcula...

Mas o pior de todos é o
Fazer-dor
Que faz com que todos sintam a dor e ela seja irradiada,
O fazedor muitas vezes nem sabe que o que faz é dor...

Mas também existe o
Renuncia-dor que é quem não aguenta mais e renuncia a dor ...


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ciclo Pantanalzinhense

Girando acendendo
... Apagando fazendo
fuçando mudando
ardendo queimando
correndo fugindo
e até escapando...
E o pântano danado
escoando ...escoando
descendo ...escoando
Pantanal pantanoso
Pantanalizando
Desterritorializando
Ardendo queimando
Cerrado queimando....
Cerrando o cerco...
Dos bichos pantanosos
Corre cutia de noite e de dia
Das queimadas de todo o dia ...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Num Breve Escurecer

Queria lentamente morrer
Para sentir ao menos uma vez
O desejo ardente viver
E assim começar a ser feliz

Eu queria lentamente morrer
Para que se ocupe o vazio
Pela incerteza do amanhecer
E assim me aquecer do frio

Eu queria lentamente morrer
Para encontrar explicação
De nenhum sentimento conter
Nesse meu inerte coração

Eu queria lentamente morrer
E fazer a tristeza acabar
Fechar os olhos num breve escurecer
Para enfim tudo terminar.

UMA DESSAS TARDES

No silencio de uma tarde vazia
De uma vida sem colorido
Só o nada me faz companhia
Pois o tudo perdeu o sentido

Mas porque continuar assim?
Em uma aventura sem direção
Porque ainda bate coração?
Apenas adiando o fim

Bate sem emoção
Em uma tarde vazia
Pois nada sinto então
Nessa minha pele fria.

Nem o vento em minha face
Que varre as folhas do chão
Nem o sol já não me aquece
Nessa tarde vazia de verão
Em uma dessas tardes eu ei de partir
Romper o silencio com gritos de dor
Só assim saberei que um dia existi
Na solidão de um mundo sem cor.

domingo, 7 de agosto de 2011

quem me ensinou sabia!

Quem me ensinou sabia
sabia que lentamente eu iria
provocar uma mudança
mas ninguém sabe das tuas
alternâncias
só querem saber das tuas
ignorâncias
Desconstruindo tudo que é
sólido concreto para entrar
no abstrato... Ah me lembrei
até aquele trato eu cancelei
nem tudo é para sempre nem a dor
e nem a gente!

Cala sua boca e sem pragmatismos
tudo fica no falar
cansa falar e não fazer
cansa suas histórias
Repetidas
Quem me ensinou sabia

sabia que era assim
verdades feitas para serem perfeitas
como que pode ser tão criativo
com toda sua surdez
não ouvir o silencio dito
nas ler a palavra não escrita!