sábado, 26 de fevereiro de 2011

Da inutilidade das coisas

Guarde tudo pra mim!


Hoje sei que nada na vida repugna...
Mais que o homem
Não... muito obrigado
pressa
fossa
crimes
fumar!?Hum?
Nem sabe por que fuma?Sabe?
A fumaça sobe densa cadê ... Cadê o café?
Dizer as pessoas ao que elas devem renunciar? Jamais...
Renunciar as tentativas de tentar identificar as estruturas! Não...!Isso não!
Pra quê as pessoas tem muitos filhos... Para não ama-los....
Escravizá-los? ...]
Tenho asco da sua moral distorcida...Por favor....!
E casas enormes sem pessoas dentro...?Pra quê?
Seu sorriso falso seu alento... Pra quê?
A vaga hipótese sem perigo... Pra quê?
Êxtase! Desejo!Loucura! Pra quê?
Esse corpo cheio magoa... Pra quê?
Esse texto sem noção... Pra quê?
E você que esta lendo... Pra quê?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ode a Pobreza!


Oh! Musa da pobreza que deixa-nos ao léu
Somente como telhado o grande céu
Sem nenhuma condição de vida somente o lixo
Ou o roubo nos dará a comida... é a vida de cartas do baralho.
Sem uma boa imagem para conseguir Trabalho...
A humilhação é o único atalho
Nesse ciclo interminável somente alguns de seus filhos
Os mais subversivos consegue sair da vossa condição
O conhecimento é seu maior e melhor inimigo
Não vos deixa aprenderem!
Para não terem expectativas de ascenderem!
Mantenham os na inércia e sem indignação
Para quê sair de vossas mãos?
Oh Pobreza de Espírito não tenha preocupação
Os pobres de espíritos coitados não evoluíram....
Para seu bem...]
A iniquidade de seus filhos será preservada
Pela política pela televisão e os meios
Mais comuns de alienação...]
Assim suas irmãs morreram de inveja ...
Pobreza econômica,
Pobreza cultural,
Pobreza educacional,
Por que você Pobreza de espírito é a maioral!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A alegria da força braçal

Um mosquete e uma espada
Nada disto nas mãos
Um brilho em seu olhar
Um ar de vitoria
Nada de lança pistola ou punhal
apenas a força braçal em suas mãos

Breu não breu é vermelho, vermelho sangue, sangue negro

Sabe quando você é apenas si mesmo?
E todo mundo armado até os dentes
basta lembrar nos temos compaixão
espírito guerreiro e força braçal

Breu não breu é vermelho, vermelho sangue, sangue negro
Paralisia no dedos das mãos
Necromância na unhas dos pés
Parafernalias no meio da cabeça
Crepitaçãoes no osso do joelho
para-quedistas no alto pantanal

Alegria da força braçal! Alegria da força braçal! Alegria da força braçal! Alegria da força braçal!

Relembrar é viver, este Poema foi escrito pelo meu irmão para mim em 2007 orgulho.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Poesia concreta ²


Poesia de Augusto de Campos


ESCREVE... BREVE

BREVE...ESCREVE

LOGO...ESQUECE
LOGO...LOGO... ...ENLOUQUECE...

... ESCREVE ...

...ESQUECE...
Esquece por Jose

Poesia concreta¹

Por ser da Poesia concreta que surge a Poesia marginal, que particularmente me atraí muito vejamos algumas considerações sobre a Poesia concreta surgiu com o Concretismo, fase literária voltada para a valorização e incorporação dos aspectos geométricos à arte (música, poesia, artes pláticas). O Concretismo surge na Europa, por volta de 1917, na tentativa de se criar uma manifestação abstrata da arte.

A busca dos artistas era incorporar a arte (música, poesia, artes plásticas) às estruturas matemáticas geométricas. A intenção deste movimento concreto era desvincular o mundo artístico do natural e distinguir forma de conteúdo.

Em 1952, a poesia concreta tem seu marco inicial através da publicação da revista “Noigrandes”, fundada por três poetas: Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos.
Contudo, é em 1956, com a Exposição Nacional de Arte Concreta em São Paulo, que a poesia concreta se consolida como uma nova e inusitada vertente da literatura brasileira.
O poema do Concretismo tem como característica primordial o uso das disponibilidades gráficas que as palavras possuem sem preocupações com a estética tradicional de começo, meio e fim e, por este motivo, é chamado de poema-objeto.

Outros atributos que podemos apontar deste tipo de poesia são:

- a eliminação do verso;
- o aproveitamento do espaço em branco da página para disposição das palavras;
- a exploração dos aspectos sonoros, visuais e semânticos dos vocábulos;
- o uso de neologismos e termos estrangeiros;
- decomposição das palavras;
- possibilidades de múltiplas leituras.

A comunicação através do visual era a forma de expressão de todas as poesias concretas. No entanto, houve particularidades que diferenciavam os poemas deste período em tipos de poesias. Vejamos:

● Poesia-Práxis: movimento liderado por Mário Chamie, que a partir de 1961 começou a adotar a palavra como organismo vivo gerador de novos organismos vivos, ou seja, de novas palavras.

● Poesia social: movimento de reação contra os formalismos da poesia concreta, os quais eram considerados exagerados por um grupo de artistas. Estes lutavam para o retorno e a inclusão de uma linguagem simples e de temas direcionados à realidade social. Artistas como Ferreira Gullar e Thiago de Mello foram adeptos dessa visão.

● Tropicalismo: movimento advindo do universo musical dos anos 67 e 68, que retomava as propostas de Oswald de Andrade com o Manifesto Antropófago e adotou o pensamento de aproveitar qualquer cultura, independente de onde viesse.

● Poesia Marginal: surgiu na década de 70 e é chamada de “marginal” porque não possuía vínculos com editoras ou distribuidoras para edição e/ou publicação, ou seja, era produção independente.


Texto adaptado de http://www.mundoeducacao.com.br/literatura/poesia-concreta.htm

Mudança da Base

Na dança da mudança
O espírito nunca se cansa
O brilho no olhar do menino
Fumando base é base da contradição
È direito de o menino sair da contra mão
Uns encontram a solução no instrumento musical
Outros... Tem-se a base e a lata na viagem social
Na dança da mudança
O espírito nunca se cansa
Quando não se acreditava na
Mudança não tinha esperança
De poder renascer, nas atitudes válidas...
Pode ser velho, pode ser novo...
Ser mulher ou criança,
Na dança da mudança,
O espírito nunca se cansa.

O sonho coletivo

Melhor que sonhar é poder realizar
Sonhos grandes ou pequenos
Suaves ou serenos...
Sonhando juntos ou separados
O sonho é o agrado D'alma
Na batalha do dia de gente pobre
Rica de espírito.
Trabalhadora que jamais esmorece
Quando dificuldade aparece...
Sonho faz alegria D'alma
D'uma sociedade melhor
O sonho do homem coletivo faz...
... o universo conspirar...
...o homem trabalhar...
...o mundo girar ...